segunda-feira, 7 de junho de 2010

Por um Sindicato abrangente e interventivo! Comunicado do Grupo de Trabalho do Sindicato em Arqueologia

No passado mês de Abril reuniu, na Casa do Alentejo, pela primeira vez o Grupo de Trabalho do Sindicato em Arqueologia.

Nesta reunião, onde estiveram presentes 13 profissionais de arqueologia, foram avaliadas e discutidas as formas de trabalho com vista à concretização do Sindicato, bem como a sua abrangência em termos de composição profissional. Neste âmbito foi unânime entre os presentes que uma futura estrutura sindical deverá ser plural e abrangente representando de todos os que trabalham em arqueologia e não só de arqueólogos.

Neste primeiro encontro foram debatidas questões e definidas as acções prioritárias e desenvolver por este grupo de trabalho:

  • O combate à precariedade subjacente à situação laboral em que se encontram grande parte dos profissionais foi considerado como eixo prioritário de acção, nomeadamente prestando apoio aos profissionais na elaboração de contratos individuais e colectivos de trabalho.
  • Organização de sessões de esclarecimento e debate descentralizadas geograficamente, agregando os profissionais dos mais diversos contextos de trabalho (Empresas, Autarquias, Museus, Instituições de Ensino Superior e Profissional, etc.), de forma a responder às mais diversas expectativas e problemas no exercício da profissão.
  • Atendendo às especificidades da prática da arqueologia o futuro sindicato em Arqueologia deverá incluir a Deontologia e Ética, na sua formação e actuação, seja por via da sua inclusão nos estatutos, seja pela criação de uma comissão.
  • Salvaguardando o facto de estarmos numa fase preliminar da criação do Sindicato considera-se que este deva ser uma estrutura o mais independente possível para que nele se reconheçam o maior número de profissionais.

Para a concretização das acções prioritárias foram criados 3 grupos de trabalho:

1) Questões formais e estatutos

Este grupo visa fazer um levantamento das questões formais necessárias à constituição legal de um Sindicato, bem como iniciar o processo de discussão e redacção dos seus estatutos;

2) Mobilização, comunicação e apoios

Grupo cuja incumbência é estabelecer contactos e desenvolver estratégias de divulgação do Sindicato, no sentido de dar a conhecer as posições defendidas, angariar futuros associados, recolher apoios institucionais e mobilizar os trabalhadores do sector.

3) Abrangência e estimativas profissionais

O grupo irá avaliar concretamente a abrangência do Sindicato em termos de profissionais a integrar, realizando um estudo quanto às estimativas profissionais da área.

Com a criação de um Sindicato forte poderemos lutar por melhores condições de trabalho: contratos com remunerações justas e mais estabilidade profissional.

Apelamos a todos os interessados que queiram colaborar neste processo que nos contactem através do endereço de correio electrónico gtsindicato@gmail.com


Juntos teremos mais força. Participa!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

PARABENS CAMARADA EU !!!!!!!

Mais de 300 mil ...










E ai está.
Uma manif como eu nunca vi.
Mais de 300 mil jovens, mulheres e homens desfilaram e protestaram contra o que está a ser uma das maiores ofensivas do governo e desta europa da tanga contra o povo português.
Já ouvi dizer que alguns meios de comunicação informaram que foram meia dúzia a desfilar no Marquês.
Basta fazer contas...Já a manif estava nos Restauradores ainda havia gente ao pé das Amoreiras e das Picoas.Sim...ao pé das Amoreiras e das Picoas...

Venha a greve geral....

quarta-feira, 28 de abril de 2010

25 de Abril - O Dia da Liberdade










Mais um ano.
As pessoas parece que já se esqueceram que há 36 anos Portugal era uma ditadura.
Hoje ainda o é, é certo, contudo os tempos eram mais difíceis, mais duros para quem trabalhava.
Não existiam direitos, até os mais fundamentais.
Hoje a coisa parece flutuar numa névoa que se encaminha para uma espécie de democracia ditatorial.
Mas as pessoas continuam a preferir a praia à luta.Os caracóis às greves.
Preferem estacionar a cabeça num marasmo social que enerva e irrita.

Posso-vos contar um pequeno episódio que passei no comboio a caminho do desfile:
A Dricas como sabem fala pelos cotovelos. E começou a falar com uma senhora com cerca de 50 anos que perguntou onde íamos.Respondemos ao desfile do 25 de Abril. Responde a magana: "Ai há desfile...Não sabia.Mas não é normal pois não??"

Enfim.É este o povo que temos.E os sucessivos governos desejam que assim seja.

O desfile foi bastante bom com muita gente a participar.Muitos jovens e muitas associações.

Como não podia deixar de ser a ASEH esteve presente, uma vez mais, associada ao Dia da Liberdade de Portugal, mas que tarda em chegar ao País Basco.

VIVA O 25 DE ABRIL !!!!!
GORA EUSKADI !!!!!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O PCP em todo o lado - Loures


"Aqui há trabalho precário"...começando logo pelos técnicos ao serviço do património nacional: os arqueólogos.
Aproveito esta faixa para partilhar uma coisa que desconhecia totalmente.

Desde que aqui ando, e sabem bem onde, tenho ficado horrorizado com algumas coisas que se passam no mundo das obras. No inicio da obra, em Janeiro, grande parte dos trabalhos não estavam adjudicados. Desta forma, era necessário, por exemplo, constituir equipas de trabalho, compostas por serventes e pedreiros.

Todos vós conhecem bem a realidade dos centros de emprego e as suas filas.Bem, sem querer exagerar, posso-vos dizer que nunca tinha visto tanta gente à procura de trabalho (exceptuando, lá está, nos centros de emprego). A maioria eram africanos, alguns de leste, e ninguém, ou quase ninguém português. Todos à procura de um mísero trabalho pago a 2,50€/hora ou menos. E sabem qual foi o critério de admissão??Ai qual agência de modelos. Como podem calcular era o aspecto. O encarregado escrevia, e também fingia que escrevia, os nomes dos interessados, assim como os seus contactos. Aqueles que ele achava que sim chamava, os outros não. Alguém ainda se lembra das praças de jorna? Pois é. Por vezes as pessoas ficavam manhãs inteiras à espera que alguém se dignasse a falar com eles. Algo completamente surreal. E mais... A escolha era também feita de acordo com um critério de medo.Ou seja, quem é português fica imediatamente de fora. O português pode almejar ficar com os lugares de chefia.Para quem manda é problema.Assim, ficam os estrangeiros, alguns, que à partida não levantam problemas. Como se costuma dizer: "Trabalha e não estrilha"... Sabiam que estes senhores trabalham desde as 7h da manha até por vezes às 24h?Pois.Na maioria das vezes trabalham até às 20h/21h ou 22h....Lá depende da necessidade do patrão...É necessário cumprir prazos para os senhores banqueiros não perderam dinheiro.

CURIOSIDADE - Para terem uma ideia, nesta obra existem tapetes em alumínio que custam, nada mais nada menos, que €500 o m2. E ainda existem alguns -

Mais informações virão...quando tiver tempo para tal.

VIVA O PCP !!!
VIVA A CLASSE OPERÁRIA !!!

segunda-feira, 29 de março de 2010

O Estado da Cultura em Portugal...

[esclarecimento apresentado durante as VIII Jornadas Anuais do ICOM Portugal, em 29 de Março de 2010]


MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA: mudar, só para melhor


Uma vez que foi anunciada a intenção de fazer transitar rapidamente o Museu Nacional de Arqueologia (MNA) para a Cordoaria Nacional (CN), destinando-se o espaço dos Jerónimos à ampliação do Museu de Marinha ou a um novo museu, o Museu da Viagem, julgo já ser altura de dizer o que penso sobre o assunto. A tal me conduzem os deveres que tenho para com os visitantes, o Grupo de Amigos do MNA, as comunidades científicas e museológicas a que pertenço e sobretudo para com a minha própria consciência pessoal. Vejo, aliás, que o tema mobiliza as comunidades da arqueologia, da museologia e do património e começou a interessar os media. Ainda bem, porque o futuro de uma instituição centenária desta natureza é um assunto de cidadania, que ninguém poderia esperar, muito menos desejar, ficasse escondido dentro de gabinetes.

Como tenho repetido noutras ocasiões (v. por exemplo Publico, 23-12-2006), não sou, em absoluto, contra a transferência do MNA para outras instalações. Pertenci a equipas que procuraram essas alternativas e elas chegaram a estar prefiguradas em sucessivos PDMs de Lisboa (Alto do Restelo, Alto da Ajuda, terrenos anexos ao CCB, etc.). Tendo falhado todas estas hipóteses, optei na última década – e com eu todas as direcções do Instituto de tutela - por estudar, primeiro, e depois propor projectos de arquitectura muito sólidos, da autoria de Carlos Guimarães e Luís Soares Carneiro, alicerçados em sondagens e estudos geológicos realizados sob supervisão do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), visando a ampliação do MNA nos espaços já ocupados nos Jerónimos. Estes estudos e projectos foram desde 1998 acolhidos por todos os governos que precederam a actual legislatura e chegaram ser formalmente adoptados por um primeiro-ministro, que anunciou o calendário da sua execução.

Não posso deixar de considerar ser pena que se deitem agora à rua as dezenas, ou porventura centenas, de milhares de euros assim gastos. Mas, enfim, se a opção é de mudança de instalações, então o que importa assegurar é que ela seja claramente para melhor. Não podendo ser para edifício novo, pois que seja para um edifício histórico prestigiado, bem situado e sobretudo adequado às necessidades de um museu moderno, mormente daquele que é um dos mais visitados do Ministério da Cultura, o que possui colecções mais volumosas e vastas e ainda o que tem maior número de bens classificados como “tesouros nacionais”. E já agora, quanto ao espaço deixado livre nos Jerónimos, que se execute nele um projecto cultural que realmente valha a pena e honre a Democracia.

Ora, devo confessar que, não obstante a atitude positiva que sempre tenho em relação à mudança, o espírito construtivo e colaborante a que minha posição funcional me obriga e ainda a esperança que depositei na orientação política traçada pela actual Ministra da Cultura, tenho agora dúvidas que estes desideratos sejam de facto assegurados.

Em Novembro e Dezembro passados, após reuniões tidas com a tutela do MNA e directamente com a senhora Ministra da Cultura, foi traçado um caminho que me pareceu e continua a parecer sério e viável, a saber:

-mandar executar estudos geotécnicos, sob direcção de entidade idónea (que a senhora ministra anunciou à imprensa ser o LNEC), garantidores da viabilidade e condições de instalação do MNA na CN; destes estudos resultariam as obras de engenharia que fossem consideradas como condições prévias a qualquer projecto de arquitectura;

-execução de um projecto da arquitectura arrojado, respeitador da Cordoaria (ela própria classificada como monumento nacional e merecedora de todo o respeito) e do programa museológico do MNA;

-afectação de toda a CN ao MNA, reconfigurado institucionalmente de modo a incluir alguns serviços de arqueologia do Ministério da Cultura que nele poderiam desejavelmente ter lugar;

-não instalação antecipada na CN de serviços do MC, de modo a que o espaço estivesse totalmente disponível para a execução do projecto de arquitectura; correlativamente, não havendo necessidade de ocupação da CN por parte da Cultura, não entrega adiantada à Marinha de espaços nos Jerónimos, mantendo aqui o MNA toda a sua capacidade operacional, até que pudesse ser transferido para a CN, em boa e devida ordem.

Nos últimos dois meses parece que toda esta estratégia foi abandonada, sem que se perceba muito bem porquê. Talvez apenas pelo que se quer fazer nos Jerónimos e não propriamente pelo interesse na melhoria do MNA. Importa recordar que a ideia de afectar o sector oitocentista dos Jerónimos em exclusivo à Marinha, de forma clara (ampliação do Museu de Marinha) ou encapotada (Museu da Viagem, colocado em instalações alienadas para a Marinha, bem diferente do que seria um tal museu antropológico e civilista, sob tutela exclusiva da Cultura), limita-se a ressuscitar o antigo projecto do Estado Novo, sob impulso do almirante Américo Thomaz, que teve golpe de finados quando o Conselho da Revolução, em Janeiro de 1976 (no rescaldo do 25 de Novembro e quando País corria o risco de uma deriva cesarista), entendeu publicar um decreto hoje risível, no qual se impunha a transferência para a Marinha de todos os espaços dos Jerónimos não afectos ao culto. É irónico que este projecto seja retomado agora, mas… é a vida. Na condição em que subscrevo este texto, apenas me cumpre assinalar esta entorse cívica. Todavia, na mesma condição, cumpre-me mais, cumpre-me denunciar a extraordinária situação para que um museu mais do centenário e um acervo tão vasto e estruturante para o País são atirados, tratados como meros empecilhos para que uma opção política de regime possa rapidamente ser executada. Em ditaduras terceiro-mundistas não se faria diferente.

Quanto ao edifico da CN o problema não é tanto político mas técnico e altamente complexo, fazendo todo o sentido os cuidados na sua abordagem, acima sumariados. Trata-se de uma proposta que tem meio século, ressurge ciclicamente e foi sempre recusada com base em pareceres técnicos credíveis. Mudaram entretanto as circunstâncias ? Talvez. Mas apenas se alguém com competência bastante puder agora garantir a inexistência ou o adequado controlo dos riscos sísmicos, de inundação, impacte de marés, etc. que são reconhecidos naquele preciso local (edificado sobre o estuário do rio Seco num local, “Junqueira”, que significa pântanos de juncos) e arriscam conduzir a uma catástrofe para o acervo histórico nacional que o MNA guarda. E se outro alguém garantir depois a mobilização dos meios financeiros suficientes para a profunda requalificação do quarteirão inteiro da CN, onde nalguns sectores se verifica uma quase ruína e noutros as coberturas são em telha vã, os pavimentos são irregulares, estão saturadas em sais marinhos, etc., etc. Ora, a única coisa que até aqui me foi apresentado em sentido tranquilizador, foi um parecer dado a título individual por um antigo técnico LNEC, certamente competente, mas que não responsabiliza mais do o seu autor. O Grupo de Amigos do MNA obteve estudo de outro técnico muito credenciado e que vai em sentido contrário; eu próprio recolhi pareceres de dois dos mais reputados especialistas portugueses em engenharia sísmica – e todos concordam em alertar para o risco efectivo e elevado que existe no local da CN.

Talvez assim se compreenda melhor porque atribuo a esta matéria tanta importância. Talvez se entenda porque não posso em consciência, neste momento, considerar como definitivamente adquirida a transferência do MNA para CN. E, por outro lado, também assim se possa melhor perceber porque considero inaceitável executar desde já o despejo de parte do MNA nos Jerónimos – situação que seria sempre anómala (e desnecessária, porque não existem agora pressões para colocar quaisquer serviços da Cultura na CN), porque o que faria sentido, conforme o acordado inicialmente, era que o Museu apenas desocupasse os espaços actuais quando mudasse de instalações, após as obras profundas de arquitectura a que a CN deverá inevitavelmente ser submetida.

Continuo, pois, a aguardar a apresentação pública de estudos que garantam a segurança do acervo do MNA na CN. Aguardo, logo depois, a abertura de concurso público ou o convite a arquitecto consagrado para desenvolver o projecto que se impõe, tudo isto sem esquecer os estudos urbanísticos da zona envolvente, de modo a precaver, e potenciar, o fluxo das várias centenas de milhar de pessoas que passarão anualmente a frequentar uma zona em que se irão colocar lado a lado os dois mais visitados museus do Ministério da Cultura.

No entretanto, o MNA continuará a servir da melhor forma que puder os seus utilizadores, no cumprimento do programa cívico que Leite de Vasconcelos concebeu e Bernardino Machado adoptou. As iniciativas públicas já tomadas em torno do futuro do MNA, com especial relevo para o espírito combativo demonstrado pelo nosso Grupo de Amigos e para os oferecimentos de activa solidariedade por parte de personalidades as mais diversas, das associações científicas e profissionais, das universidades e das autarquias, reconfortam-me e dão fé de que a sociedade civil não está adormecida.

Luís Raposo

Director do Museu Nacional de Arqueologia, 29 de Março de 2010.

domingo, 7 de março de 2010

89º Aniversário do PCP





E aí está...
São 89 anos de luta ao lado do povo.
Sempre na vanguarda de quem trabalha.
Convicto nos seus ideais.
Lutou contra o fascismo.
E continua a lutar.
Por mais que queiram derrubar este magnífico partido...não conseguem.
Não conseguem mesmo.

A festa foi na Aula Magna....

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Catástrofe na Madeira.Afinal será apenas a Natureza responsável?



Pois é.Vejam e pensem.
Chamem-me o que quiserem.Não quero saber.Estou solidário com as pessoas que perderam amigos e familiares, que perderam as suas casas, que perderam tudo...
Estou solidário mas não posso deixar de levantar algumas questões.
Hoje na RTP 1 vi uma notícia sobre um suposto documentário que passou na Biosfera na RTP 2 em 2008 a prever esta situação.

É sabido por toda a gente que na Madeira é frequente estas enxurradas.É normal a água descer rapidamente, levando tudo à frente.É normal.São os declives, é a desflorestação, é a pressão urbana.
Os madeirenses, mais que ninguém, sabem perfeitamente que morar e construir junto às ribeiras é perigoso.Os governantes desse partido nojento que reina na Madeira também o sabem.
Ninguém fez nada.Ninguém quer saber.

Agora vêem pedir milhões para reconstrução.Mas porquê?
Quer dizer, os meninos não respeitam os PDM´s nem os relatórios ambientais.
E agora querem dinheiro?

Não posso aceitar que por um erro, e atenção que toda a gente sabia desta situação nomeadamente os governantes da madeira, os contribuintes portugueses e europeus paguem esta desgraça.
Não posso mesmo....

Já nem falo do aproveitamento das solidariedades que existem por aí....

Não é a Madeira riquíssima???

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

"A violação dos direitos humanos no País Basco"


Debate: "A violação dos direitos humanos no País Basco"


Quarta-feira, 17 de Fevereiro, 19 Horas
Clube Estefânia (Rua Alexandre Braga, 24 A, Lisboa)

Com: Rui Pereira, jornalista e autor de "Euskadi, A guerra (des)conhecida dos bascos",
Edurne Iriondo, advogada basca, e um ex-preso político basco.

Várias entidades e organizações, entre as quais o Relator da Comissão da ONU contra a Tortura e a Amnistia Internacional, têm denunciado, ao longo dos anos, as sucessivas denúncias de tortura por parte de presos políticos bascos. Simulação de afogamento, asfixia através de saco, choques eléctricos nos genitais, tortura do sono e espancamentos são alguns dos métodos utilizados. Entre os milhares de casos destacamos alguns. Em 2001, Unai Romano saía com a cara irreconhecível de um interrogatório policial. Em 2004, foi publicado o relato chocante de Amaia Urizar, que num interrogatório viu o seu corpo ser violado com uma pistola. Em 2008, após ser detido, Igor Portu dava entrada no Hospital de Donostia com uma perfuração num pulmão.

Um Estado que tortura, proíbe partidos políticos e manifestações, fecha jornais e rádios e ilegaliza organizações juvenis e populares e que mantém os seus detidos durante mais de uma semana sem qualquer acesso a advogados, familiares ou cuidados médicos não pode ser considerado um Estado de Direito.
--
Associação de Solidariedade com Euskal Herria

borrokabidebakarra@gmail.com
http://www.paisbasco.blogspot.com

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Olá Loures ...
















As primeiras fotos ....
Uma breve explicação: na área do futuro hospital existem dois moinhos, um casal, uma possível torre de atalaia, um tanque e uma mina de água....
Folgo em saber que, à partida, parte deste património é para se manter.
A ver vamos...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Pois é...




Depois são isto e aquilo ... são os jogos na luz, os americanos ou os canadianos, são os europeus, ..., pois é.... Uns mandam assassinos profissionais, outros mandam médicos.

VIVA CUBA SOCIALISTA !!!!!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Não à extradição dos dois independentistas bascos!


Porque somos contra a tortura, rejeitamos a extradição de Iratxe e Garikoitz, os dois independentistas bascos presos em Portugal.


Excerto do relato de Amaia Urizar, torturada pela Guardia Civil:

Então senti o metal entre as minhas pernas e um guarda civil sussurrou-me que não me mexesse. Eu chorava e comecei a gritar como uma louca, enquanto fazia forças para juntar as minhas pernas, mas não podia porque tinha os tornozelos atados aos pés da cadeira... Pôs-me a pistola entre as pernas e com a mão apalpou-me as cuecas; eu gritava-lhe que me deixasse em paz, mas ele começou-me a bater-me nos ouvidos com estalos e gritava-me que estivesse quieta ou que se ia escapar um tiro porque a pistola estava carregada. Ouvia as gargalhadas dos restantes dizendo coisas do estilo "vaca, puta, vais gostar..". Introduziu-me o canhão da pistola na vagina enquanto me gritava ao ouvido uma e outra vez "que te digo quando te foder, gora ETA?" Não podia parar de chorar e já não tinha forças para gritar. Começou-me a introduzir e a tirar a pistola de forma mais violenta, o que me provocava dor, enquanto que o que me sussurrava "sim, tu gostas, puta", "não vais ter um filho porque te vou dar dois tiros"...O seu odor metia-se dentro de mim, enojava-me, não sei se alguma vez me sairá este cheiro da cabeça...Estavam-se todos a rir (...) metia-me e tirava o canhão da pistola na vagina e sovava-me o peito de forma brusca, apertando-me o peito com as mãos. Notava dentro de mim o frio do metal, eles repetiam que a pistola estava carregada e que se disparassem a culpa seria minha...Não sei quanto tempo se prolongou a violação mas fiquei muda, estava como perdida; naquela habitação estavam a violar o meu corpo, mas por momentos consegui fugir dali em pensamentos, entre soluços, mas consegui fugir dali; dava-me conta da minha gente, estava com eles e elas, estava protegida... De repente sacou o canhão bruscamente de dentro de mim, enquanto lhes dizia (...) "temos de repetir, que ela gostou"... Voltei à realidade, encontrava-me dorida... De novo mostraram-me as fotografias, de uma em uma, e diziam-me a respeito de cada pessoa o que lhes tinha dito (de que local eram...) mais o que eles lhes queriam imputar; diziam-me que tinha de aprender tudo de memória para repetir quando tivesse de declarar... Repetiram-no muitas vezes e eu tinha que o repetir tudo uma e outra vez e se confundia começavam a bater-me e dar-me estaladas, e a ameaçar-me dizendo que me iam violar de novo".

Aonde vai parar este mundo???


Já conhecem a Roxxy???
Então vejam...


segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Adeus Ferreira .. Olá Loures














































Pois é.Em Abril/Maio do ano de 2009 tive a oportunidade de trabalhar em Ferreira do Alentejo, distrito de Beja.Missão: Acompanhamento arqueológico; Tarefa: Acompanhar máquinas na abertura de vala para a instalação de tubos PEAD e de betão para rega, para além dos caminhos associados aos tubos; Dono de obra: EDIA (Alqueva) ...Trabalho muito duro devido às condições climatéricas.Muito calor e agora muito frio e chuva.Enfim...Nada a que um arqueólogo não esteja habituado.Por outro lado, encontraram-se muitos vestígios arqueológicos, sendo a maioria deles achados importantíssimos e inéditos.Excelente trabalho de equipa.

Também conheci pessoas fantásticas vindas de norte a sul do país, incluindo ilhas.Braga, Marco de Canaveses, Trancoso, Figueira de Castelo Rodrigo, Coimbra, Azambuja, Montemor-o-Novo, Évora, Aljustrel, aldeias de Jungeiros, Olhas, Ruins e Gasparões (a primeira do concelho de Aljustrel e as três últimas do concelho de Ferreira do Alentejo), Ilha Graciosa (Açores), Beja, Sto André, Lisboa e Arroja, terra onde cresci (penso não me estar a esquecer de ninguém). Foram meses intensos de trabalho mas com muita alegria.Também foram meses de sacrifício, pois estive longe das minhas duas beldades.

Sinto saudades das pessoas com quem trabalhei ao longo destes meses.Desde os pedreiros aos serventes, dos manobradores aos topógrafos, não esquecendo o pessoal lá de casa.Mas a equipa de arqueologia ... ai esta equipa ... Saudades de todos.Muitas saudades de todos.Mas como alguém dizia o mundo é um open space com muitas varandas.Mais que certo é estarmos de novo juntos...Mas enfim, outra etapa se avizinha.

Pois é.Loures.Surgiu a possibilidade e como não podia deixar de ser tive que aceitar.Perto das minhas babes, perto de casa, mais salário e menos despesas.Perfeito.... Missão: Acompanhmento arqueologico; Tarefa: Hospital de Loures; Dono de obra: Mota-Engil.

Vamos ver ....

Deixo-vos algumas fotos destes últimos meses ..